
Ainda muito jovem, Miller iniciou sua carreira fazendo um dos trabalhos mais marcantes com um personagem de segunda linha da Marvel Comics, o Demolidor (Daredevil). Cresceu como escritor e desenhista de quadrinhos e foi um dos mais ilustres admiradores da obra de Will Eisner. Seu estilo (closes, cortes cinematográficos, uso do claro-escuro, lettering, estrutura narrativa) é assumidamente influenciado pelo seu ídolo.
Além de ter criado a Elektra, a Queda de Murdock, ter resgatado a batmania e a popularidade de Homem-morcego com o Cavaleiro das Trevas e Batman Ano Um, nos últimos anos o autor levou para os quadrinhos as características da Literatura Noir de David Goodis e Mickey Spillane ao criar a série Sin City.

Provavelmente tenha inaugurado uma nova linguagem no cinema ao permitir que Robert Rodriguez idealizasse a ida de Sin City para as telas. Muito desta paisagem negra e escura está presente também em The Spirit, o que possibilitou um constraste e ambientação coerente com o período em que o personagem de Eisner atua e foi criado.
Além das beldades que contracenam com o herói, um dos pontos altos do filme (graficamente falando) encontram-se nos créditos finais: um trabalho tipográfico primoroso e matador que funde os storyboards (feitos pelo próprio Miller) com informações do elenco, equipe e produção (em letras vermelhas e robustas sobre o fundo preto e branco das imagens) ao som de "Falling in Love Again". A canção de 1930, originalmente cantada e popularizada por Marlene Dietrich no filme “O Anjo Azul”, é aqui interpretada, por incrível que pareça, por Christina Aguilera.
Clique abaixo e confira um trecho desta sequência.

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